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VÍDEO: ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal de MT

Ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal de MT Dois ciclistas ainda não identificados foram filmados jogando pedras com um estilingue cont...

VÍDEO: ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal de MT
VÍDEO: ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal de MT (Foto: Reprodução)

Ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal de MT Dois ciclistas ainda não identificados foram filmados jogando pedras com um estilingue contra jacarés durante um passeio ecológico no Pantanal mato-grossense. As imagens foram registradas pelos próprios participantes e repercutiram nas redes sociais (assista acima). O caso ocorreu no domingo (26), durante o Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal, realizado pelo Pedal do Cachorrão e pelo Instituto Brasil, em um percurso entre Cuiabá e a região da Transpantaneira. O passeio havia sido divulgado com a proposta de reunir esporte, natureza, aventura e contemplação. No vídeo, um ciclista vestido de verde aparece usando um estilingue para lançar pedras contra os jacarés, enquanto outro participante, de azul, grava a ação. As imagens mostram o homem procurando pedras no chão e fazendo ao menos três disparos na direção dos répteis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Após um dos arremessos, o ciclista afirma ter acertado a boca de um dos animais e ri. A conduta pode configurar crime ambiental. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). O g1 procurou a Polícia Civil de Poconé para saber se os envolvidos já foram identificados e se o caso é investigado, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Em nota, o Instituto Brasil repudiou a conduta, classificou o episódio como um comportamento isolado e afirmou que a ação não foi orientada, autorizada ou tolerada pela instituição. Segundo a organização, medidas administrativas foram adotadas assim que as imagens chegaram ao conhecimento da entidade, e os participantes identificados foram impedidos de participar das próximas etapas do circuito e de outros pedais promovidos pelo instituto. A organização também esclareceu que o Pedal do Cachorrão atuou apenas como fornecedor de serviços no evento e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). Caso semelhante na capital Grupo agride jacaré com pedaço de madeira para expulsá-lo de área em parque de MT Na última semana, um vídeo gravado no Parque das Águas, em Cuiabá, mostrou três homens utilizando um pedaço de madeira para tentar afastar o jacaré conhecido como "Celso". A cena, registrada por frequentadores do local, repercutiu nas redes sociais e provocou críticas pela forma como o animal foi tratado (assista acima). Sempre que um animal silvestre for encontrado em área pública, a recomendação é manter distância e acionar os órgãos ambientais responsáveis, evitando qualquer tentativa de intervenção por conta própria. No caso do "Celso", o parque é o habitat natural dele. Em nota, a Prefeitura de Cuiabá esclareceu que não há intenção de retirar o animal do local . O que diz a lei O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) considera crime praticar atos de abuso ou maus-tratos, além de ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos. Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), práticas de crueldade contra animais também podem resultar em sanções penais e administrativas. Leia a nota do Instituto Brasil na íntegra: O Instituto Brasil manifesta seu absoluto repúdio à conduta isolada registrada em vídeo durante a etapa do Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal, realizada no domingo, 26 de julho, com destino à Transpantaneira, no município de Poconé. O episódio retrata um comportamento estritamente individual, praticado por pessoas adultas e plenamente responsáveis por seus atos, incompatível com os princípios que orientam o projeto e sem qualquer relação com sua finalidade, organização ou diretrizes institucionais. O Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal é executado pelo Instituto Brasil por meio de instrumento formal celebrado com o poder público, com objeto definido, plano de trabalho aprovado, metas, cronograma, acompanhamento, fiscalização e prestação de contas, em conformidade com a legislação aplicável às parcerias firmadas com organizações da sociedade civil. A destinação de recursos públicos ao projeto está vinculada à execução integral das ações previstas no plano de trabalho, que contempla três edições do Circuito, nos municípios de Poconé, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger. A associação entre o valor global destinado à execução das três etapas e a conduta individual registrada no vídeo não traduz a realidade do projeto, tampouco constitui elemento capaz de indicar irregularidade na aplicação dos recursos públicos. A etapa realizada em Poconé contou com inscrições gratuitas e ofereceu aos participantes alimentação, hidratação, pontos e equipes de apoio, veículos de suporte, van para transporte, apoio mecânico e a distribuição de kit composto por camiseta, sacochila e boné. Esses serviços, somados à estrutura operacional, logística, técnica e de segurança necessária para a realização das três edições, integram a execução do projeto e estão submetidos aos mecanismos de controle, comprovação e prestação de contas previstos na legislação e no instrumento celebrado. O Instituto Brasil esclarece, ainda, que a expressão “Pedal do Cachorrão”, utilizada em publicações sobre o episódio, refere-se a um fornecedor contratado para prestar serviços durante o evento. O referido fornecedor não é o realizador, gestor ou executor institucional do Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal. Tão logo tomou conhecimento das imagens, o Instituto Brasil adotou as medidas administrativas cabíveis. Os participantes identificados não poderão integrar as próximas etapas do projeto nem participar de outros pedais realizados pela instituição. A prática de qualquer ato contrário à legislação ambiental, ao respeito à fauna ou às regras mínimas de convivência social é de responsabilidade pessoal de quem o pratica. Não se mostra razoável atribuir à organização de um evento esportivo a responsabilidade de advertir previamente pessoas adultas sobre a proibição de agredir animais silvestres, conduta que, além de socialmente reprovável, já encontra vedação expressa na legislação brasileira. O comportamento registrado não foi orientado, autorizado, estimulado ou tolerado pelo Instituto Brasil e não pode ser confundido com a finalidade do projeto, com a regularidade de sua execução ou com a atuação institucional da entidade. O Instituto Brasil permanece à disposição dos órgãos competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o rigoroso cumprimento do plano de trabalho aprovado. A instituição continuará promovendo ações voltadas ao esporte, ao cicloturismo, à integração regional, à valorização dos territórios e ao desenvolvimento sustentável, sem admitir que comportamentos individuais incompatíveis com esses valores sejam utilizados para deslegitimar um projeto regularmente instituído e executado em benefício da população. Ciclistas jogam pedras com estilingue em jacarés no Pantanal mato-grossense Reprodução

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