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Itamaraty nega visto a funcionários dos EUA e alega que eles vinham questionar sistema eleitoral do Brasil

Itamaraty nega vistos a funcionários dos EUA e alega intervenção nas eleições O Ministério das Relações Exteriores negou o pedido de visto de dois funci...

Itamaraty nega visto a funcionários dos EUA e alega que eles vinham questionar sistema eleitoral do Brasil
Itamaraty nega visto a funcionários dos EUA e alega que eles vinham questionar sistema eleitoral do Brasil (Foto: Reprodução)

Itamaraty nega vistos a funcionários dos EUA e alega intervenção nas eleições O Ministério das Relações Exteriores negou o pedido de visto de dois funcionários do governo dos Estados Unidos alegando que eles vinham ao Brasil questionar o sistema eleitoral brasileiro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os pedidos de vistos para os dois funcionários do Departamento de Estado americano, Riley Bernes e Samuel Samson, foram feitos na segunda-feira (20) ao Consulado Brasileiro em Washington. O Departamento de Estado americano equivale ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Segundo o Itamaraty, a justificativa oficial apresentada pelos americanos para vir ao país era fazer contatos eleitorais e promover discussões sobre liberdade de expressão. O governo dos Estados Unidos não detalhou os planos de viagem dos dois funcionários. O Itamaraty informou que sexta-feira (24) negou o visto para a entrada dos dois no Brasil. Segundo fontes diplomáticas, o Ministério das Relações Exteriores detectou movimentos para uso político da visita, com iniciativas que poderiam ter a intenção de questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. Apesar de o Brasil ter a tradição de receber observadores internacionais antes e durante as eleições, a avaliação é de que os dois funcionários americanos não se enquadram nessa classificação. O jornal "Washington Post" foi o primeiro a revelar os planos dos dois funcionários do Departamento de Estado americano de viajar ao Brasil. A reportagem afirmava que, segundo autoridades americanas e brasileiras, os representantes do governo de Donald Trump viriam para levantar dúvidas sobre a integridade do sistema de votação. Um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que a visita dos dois funcionários seria de 27 a 30 de julho para encontros com autoridades brasileiras, líderes religiosos e membros da sociedade civil. Segundo ele, o objetivo era discutir a integridade das eleições, a liberdade religiosa e de expressão, e qualquer insinuação de uma manobra para enfraquecer eleições democráticas de uma nação é uma mentira sem fundamento. O Tribunal Superior Eleitoral informou que a área internacional do TSE foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar sobre a visita de integrantes do governo norte-americano, mas não foi informada a temática da agenda. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, vai fazer no dia 17 de agosto mais uma reunião em Brasília com embaixadores para explicar o funcionamento da urna eletrônica, que ele considera um patrimônio do povo brasileiro. Todos os países com representação no Brasil — incluindo os Estados Unidos — vão ser convidados para o encontro.

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