França registra 1° caso de ebola; paciente é um médico que atuava na República Democrática do Congo
Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico: pesquisa descobriu alvo inédito para tratar ebola Frederick Murphy/CDC via AP O Ministério d...
Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico: pesquisa descobriu alvo inédito para tratar ebola Frederick Murphy/CDC via AP O Ministério da Saúde da França anunciou nesta quarta-feira (24) a confirmação do primeiro caso positivo de Ebola no país durante o atual surto da doença. O paciente, que retornava de uma missão humanitária na República Democrática do Congo, foi imediatamente encaminhado para um hospital de referência, encontra-se em estado estável e está sendo tratado sob protocolos rigorosos de segurança biológica. O comunicado afirma que a França dispõe de estruturas especializadas para lidar com doenças altamente transmissíveis. O paciente está isolado desde sua chegada, e uma investigação epidemiológica está em andamento para identificar possíveis contatos. Essas pessoas deverão cumprir 21 dias de isolamento domiciliar com monitoramento contínuo pelas autoridades regionais de saúde. A pasta acrescentou que o risco para a população europeia em geral é considerado baixo. Um sistema de acompanhamento específico foi implementado para o retorno de humanitários franceses ao país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto no Congo já infectou mais de 1.000 pessoas e causou 267 mortes, sendo o episódio com maior número de casos confirmados no primeiro mês de ocorrência da doença. Entenda o Ebola em 7 pontos 1. O que é o Ebola? Segundo a OMS, o Ebola é uma doença rara, mas grave em humanos, que frequentemente leva à morte – a taxa média de letalidade da doença é de 50%. Ela é causa por vírus que pertencem ao gênero Orthoebolavirus. Seis espécies desse vírus já foram identificadas até o momento, sendo que três causaram grandes surtos: Vírus Ebola (EBOV) causador da doença do vírus Ebola (EVD) Vírus do Sudão (SUDV) causador da doença do vírus do Sudão (SVD) Vírus Bundibugyo (BDBV) causador da doença pelo vírus Bundibugyo (BVD) A doença surgiu pela primeira vez em 1976, no Sudão e no Congo, sendo o surto de 2014-2016, na África Ocidental, o mais grave já registrado. 2. Como o vírus é transmitido? O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos, porcos espinhos e primatas. Ele se dissemina entre os humanos pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e com superfícies e materiais contaminados. 3. Quais os principais sintomas da doença? Os principais sintomas do Ebola incluem: Febre Fadiga Mal-estar Dores musculares Dor de cabeça Dor de garganta Vômitos Diarreia Dor abdominal Erupções cutâneas Em casos graves, há também sinais de comprometimento das funções renais e hepáticas. O intervalo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. 5. Existe vacina contra o ebola? Sim, mas não para a variante que causa o surto na República Democrática do Congo. Atualmente, há duas vacinas aprovadas para a doença: Ervebo e Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada como parte da resposta a surtos. Mas os imunizantes não combatem a variante Bundibugyo. O Congo aguarda o envio, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, de doses de uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford para diferentes tipos do vírus. 6. Qual o tratamento para a doença? Para tratar a doença, a OMS recomenda o uso dos anticorpos monoclonais mAb114 (ansuvimab) ou REGN-EB3 (Inmazeb). ➡️Os anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório desenvolvidas para agir como o sistema imunológico natural. Não existem terapias aprovadas para outras doenças causadas pelo Ebola, mas produtos com potencial para tratamento estão em desenvolvimento. 7. A declaração da OMS de emergência de saúde internacional indica que existe risco de uma epidemia global? Não necessariamente. Segundo a OMS, o risco de propagação de surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda é alto nos níveis nacional e regional, mas baixo em escala global. A declaração da organização ressalta que o surto ainda "não cumpre critérios de emergência pandêmica". Apesar do risco baixo de epidemia global, há um preocupação com a possibilidade de propagação internacional devido à intensa mobilidade populacional. Na declaração, a entidade sanitária afirma que se "requer coordenação e cooperação em nível internacional para compreender o alcance do surto, coordenar as medidas de vigilância, prevenção e resposta, ampliar e reforçar as operações e garantir a capacidade para aplicar medidas de controle".
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/24/franca-registra-1-caso-de-ebola.ghtml