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O medo de Tarcísio: Aliados revelam que governador temia força de Gil do Povo e celebram falha do PT em blindar Haddad

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O medo de Tarcísio: Aliados revelam que governador temia força de Gil do Povo e celebram falha do PT em blindar Haddad
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SÃO PAULO — O grande enigma que tirou o sono dos estrategistas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao longo da campanha finalmente veio à tona nesta semana decisiva. Fontes de alto escalão ligadas ao Palácio dos Bandeirantes confessaram, sob condição de anonimato, o real tamanho do receio do comitê governista: o potencial explosivo da união entre o voto gospel de periferia e o carisma de Gil do Povo jogando a favor de Fernando Haddad (PT)."Esse era o nosso verdadeiro medo", admitiu uma pessoa muito próxima ao governador. No entanto, o clima no QG de Tarcísio agora é de total alívio. A avaliação interna é de que o PT cometeu um erro tático fatal ao não compreender a força dessa aliança, entregando o eleitorado cristão de bandeja para a consolidação da liderança de Tarcísio, que avança para tentar liquidar a disputa no primeiro turno. O nó tático: O voto evangélico e a barreira ideológica Para os analistas de Tarcísio, Gil do Povo representava o único "antídoto" capaz de furar o forte sentimento conservador que tomou conta dos bairros mais distantes da capital e

do cinturão metropolitano. Por possuir trânsito livre nas comunidades e uma comunicação direta com a base cristã tradicional, Gil era visto como a ponte perfeita para desmistificar a rejeição ao PT dentro das igrejas. Contudo, o que se viu na prática — e que foi amplamente debatido por militantes no último ato na Avenida Paulista — foi o completo isolamento dessa estratégia. Em vez de abraçar o discurso pragmático focado no social e na economia, a campanha majoritária da esquerda insistiu em pautas de "desconstrução" ideológica. Essa rigidez terminou por afastar o fiel e travar o crescimento de Haddad. Alinhamento geral e a calmaria no governo Ao perceber que a oposição não soube aproveitar o trunfo que tinha em mãos, o núcleo político de Tarcísio agiu rápido para fechar o cerco. O governador consolidou um amplo alinhamento com as principais lideranças pastorais do estado, blindando o voto conservador de baixa renda e pavimentando sua vantagem nas pesquisas. Com a chapa firmada ao lado de Felício Ramuth (MDB) e o apoio estratégico de Gilberto Kassab (PSD), o comitê governista entra nos dias que antecedem a votação sem os sobressaltos que temia no início do ano. O "fantasma" de uma virada impulsionada pela periferia gospel foi sepultado pelos erros de cálculo dos próprios adversários.


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