Túlio Gadêlha se filia ao PSD de Caiado, mas garante apoio a Lula
RedeSat
O xadrez das eleições de 2026 ganhou um novo contorno neste sábado (4), com a filiação do deputado federal Túlio Gadêlha ao Partido Social Democrático (PSD). Ele deixou a Rede, legenda que estava filiado desde 2021.
A movimentação chama a atenção, pois, apesar de o PSD, comandado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, ter o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato ao Palácio do Planalto, Gadêlha declarou publicamente que apoiará a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O parlamentar, que já havia manifestado a intenção de concorrer ao Senado Federal por Pernambuco, busca agora consolidar sua base eleitoral dentro da nova legenda.
Em entrevistas e através das redes sociais, o deputado pernambucano justificou sua decisão, destacando os objetivos de sua adesão à legenda.
“Entro no PSD para fortalecer um projeto em Pernambuco e no Brasil que enfrente as desigualdades e defenda a democracia”, afirmou Gadêlha. “No plano nacional, apoio o presidente Lula, que hoje representa a defesa das instituições e das políticas públicas que melhoraram a vida do povo.”, disse ainda.
PSD e governo Lula
Gadêlha avaliou que não há incoerência em sua postura, argumentando que a própria composição do PSD no atual governo federal legitima seu apoio a Lula. Ele ressaltou que o PSD possui ministros em pastas estratégicas do governo Lula e compõe uma parte significativa da base governista no Congresso Nacional, participando ativamente das discussões e votações. “Não há incoerência quando se tem clareza de posição. O PSD tem ministros no governo Lula e, no Congresso, compõe a base. Eu me somo a esse campo político que entende que o Brasil precisa seguir avançando com políticas sociais”, pontuou o parlamentar.
O deputado ainda argumentou que a legenda se caracteriza pela pluralidade de ideias e pela capacidade de abrigar diferentes correntes políticas e regionais, uma marca do PSD. Essa característica, segundo ele, permite que lideranças como a sua mantenham posições distintas em relação a determinados temas ou alianças, sem que isso configure uma ruptura interna.
“O PSD é um partido plural, e essa pluralidade permite que diferentes lideranças tenham posições distintas. Eu tenho lado. Apoiamos o projeto liderado por Lula”, concluiu Túlio Gadêlha, reiterando seu compromisso com a agenda progressista e social que, em sua visão, é representada pelo governo atual.
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