Kassab perde espaço no governo, reage com ataques e tenta impor candidatura por interesse próprio
Rede News
Após não conseguir avançar em negociações com o Palácio do Planalto, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e passou a defender publicamente que o partido lance candidato próprio nas próximas eleições.
Nos bastidores de Brasília, a leitura é clara: a guinada de Kassab ocorre depois de o presidente Lula não aceitar as propostas consideradas excessivas apresentadas pelo dirigente partidário. Segundo interlocutores do governo, as exigências iam muito além do razoável e não tinham relação direta com projetos para a população brasileira.
“Kassab quer tudo para ele e para o grupo dele. Quando o governo diz ‘não’, ele reage atacando. Isso não é projeto para o país, é projeto de poder”, afirmou uma pessoa muito próxima ao presidente Lula.
Governo vê postura como pressão política
Integrantes do Planalto avaliam que Kassab tentou usar o peso do PSD como instrumento de pressão, apostando que o governo cederia diante de ameaças veladas de rompimento político. A estratégia, no entanto, não funcionou.
A decisão de Lula de não aceitar imposições foi interpretada internamente como um gesto de coerência e compromisso com a governabilidade, sem abrir espaço para acordos que não tragam benefícios concretos ao povo.
Discurso público x interesses privados
Apesar do discurso de independência e “responsabilidade institucional”, aliados do presidente avaliam que a movimentação de Kassab revela insatisfação por não ter obtido mais espaço político e cargos estratégicos.
“O país não pode ser refém da ganância de lideranças partidárias. Política não é balcão de negócios”, reforçou a mesma fonte.
PSD isolado no tabuleiro nacional
Com a escalada de críticas e o anúncio de candidatura própria, Kassab corre o risco de isolar o PSD em um cenário político cada vez mais polarizado, além de afastar pontes com o governo federal e outras forças do centro democrático.
No Planalto, a avaliação é de que o governo seguirá dialogando com partidos e lideranças que priorizem o interesse público, e não projetos pessoais.
Enquanto isso, Lula mantém o foco em pautas econômicas, sociais e institucionais, reafirmando que o governo é para o povo brasileiro — não para atender apetites políticos.
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