VÍDEO: pastor compara homem 'pão duro' a autista durante culto em Cuiabá
Pastor compara ser 'pão duro' a Transtorno do Espectro Autista durante culto em MT O pastor Silas Paulo de Souza comparou o comportamento de um homem considera...
Pastor compara ser 'pão duro' a Transtorno do Espectro Autista durante culto em MT O pastor Silas Paulo de Souza comparou o comportamento de um homem considerado "pão-duro" ou que "não dá dinheiro à mulher para comprar pão" com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante uma fala no último Simpósio da Família, realizado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Cuiabá. No vídeo, o pastor Zé fala sobre homens que controlam o dinheiro e não dão sequer uma pequena quantia para que a esposa compre pão. Ele diferencia o comportamento de alguém que evita gastos desnecessários daquele que, segundo ele, teria um problema. Na sequência, o pastor associa esse comportamento a pessoas com autismo e afirma que seria necessário "tratamento" (veja video acima). "Eu acho que esse camarada deve estar com problema. Deve ser autismo, né? Mas tem que fazer tratamento, amém?", disse o pastor em trecho do video. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Após a repercussão do vídeo, o pastor publicou uma nota de esclarecimento na última quinta-feira (6) e pediu desculpas às pessoas autistas e às famílias. Segundo ele, a fala ocorreu durante uma reflexão sobre maridos que não cumprem responsabilidades de sustento e cuidado com as esposas. O pastor reconheceu que utilizou o termo "autismo" de maneira inadequada e afirmou que a fala acabou produzindo um significado diferente daquele que pretendia transmitir. "Sinceramente, peço desculpas às pessoas autistas, às suas famílias e a todos que se sentiram ofendidos por minha fala. Jamais gostaria que alguém se sentisse desrespeitado, diminuído ou estigmatizado por algo que eu disse", diz trecho da nota. Na nota, o pastor também afirmou que, antes de usar o microfone, conversava informalmente com outros pastores e com o ministrante sobre casos divulgados pela imprensa nos quais determinadas condições, "inclusive o autismo", teriam sido mencionadas como argumento de defesa ou justificativa. Após a repercussão do vídeo, o pastor publicou uma nota de esclarecimento na última quinta-feira (6) e pediu desculpas às pessoas autistas e às famílias. Reprodução