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Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão americana

Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagiram à decisão americana Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagiram ...

Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão americana
Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão americana (Foto: Reprodução)

Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagiram à decisão americana Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagiram à decisão americana. A Confederação Nacional da Indústria calcula que a nova tarifa vai atingir 26% das exportações brasileiras, o que equivale a mais de R$ 50 bilhões. Um impacto ainda maior do que o previsto pelo governo brasileiro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os setores mais prejudicados está a indústria de madeira processada: 83% devem sofrer taxação. São itens como molduras de madeira, feitas sob medida para a construção civil americana - que agora vão ficar mais caras que os concorrentes. “Essa tarifa de 25% leva o Brasil para o final da fila do importador americano. Os parques fabris diminuem, automaticamente a atividade industrial diminui, postos de trabalho correm riscos de serem, infelizmente, cortados”, afirma Paulo Roberto Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente. Segundo a CNI, o tarifaço também compromete mais da metade das exportações de minerais não metálicos - como o granito, por exemplo – e ainda afeta os setores de produtos químicos, alimentos, veículos usados na indústria, celulose e papel. O presidente da Confederação Nacional da Indústria espera que as negociações continuem. “Temos que ter nós, como setor privado, a incumbência, a responsabilidade e a obrigação de continuarmos trabalhando para encontrarmos os pontos de convergência. E é esse o ponto que nós, na CNI, na indústria, no setor produtivo, não vamos deixar de persistir e fazer o nosso trabalho”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI. Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão americana Jornal Nacional/ Reprodução No setor de máquinas e equipamentos, a previsão é que as exportações caiam até 11%. “É ruim para os negócios porque precisa ter uma previsibilidade. Assim, você está negociando um projeto, uma máquina, uma solução que vai ser entregue, isso faz parte da negociação do produto, da venda, da comercialização. Qual é a tarifa que vai ser aplicada?”, diz Patrícia Gomes, diretora-executiva de mercado externo da Abimaq. 20% de tudo que as fábricas de calçados exportam vão para os Estados Unidos. “O que vai acontecer, nós vamos fechar o ano com uma queda de exportação de 7,1%”, afirma Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados. Desde o último tarifaço, em julho de 2025, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu e alcançou o menor nível em quase 30 anos. Na avaliação de economistas, apesar de alguns setores terem conseguido buscar outros mercados e minimizar perdas, é preciso manter as negociações com a maior economia do mundo. “Mesmo que a gente busque mercados alternativos, é muito difícil que esses mercados alternativos demandem no volume que a economia americana demanda. Temos a China. A China seria uma alternativa interessante. Mas também ela tem uma certa limitação”, afirma Otto Nogami, professor de Economia do Insper. Economistas também reforçam que o vai e vem de tarifas aumenta o nível de incerteza. “O que acontece com os empresários, enfim, com as empresas, eles esperam essas incertezas passarem para voltarem a investir. Esse retardo no investimento afeta crescimento, afeta o mercado de trabalho, afeta a economia também”, diz Joelson Sampaio, professor de Economia da FGV. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Governo rejeita críticas e diz que fez mais de 30 contatos com os EUA para negociar tarifas Valdo Cruz: Governo Lula classifica decisão dos EUA como 'ideológica' e diz que equipe de Trump agiu de má-fé Mauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: 'Motivação política' Vieira classifica como 'ofensivas' declarações de Rubio e diz que secretário dos EUA ataca Lula com grosseria e arrogância 'Golpe comercial às vésperas da campanha eleitoral': veja como a imprensa mundial repercutiu tarifaço de Trump contra o Brasil

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