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Justiça indefere pedido de prisão de vereador de São João de Meriti

O juiz da 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, Victor Porto dos Santos, negou o pedido de prisão do Ministério Público do vereador Ernane Aleixo (PL) a...

Justiça indefere pedido de prisão de vereador de São João de Meriti
Justiça indefere pedido de prisão de vereador de São João de Meriti (Foto: Reprodução)

O juiz da 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, Victor Porto dos Santos, negou o pedido de prisão do Ministério Público do vereador Ernane Aleixo (PL) acusado de colaborar com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça ao participar de um encontro com políticos e empresários do município no dia 4 de agosto. Um dos argumentos do MP foi o de que a presença do vereador em um encontro de articulação política, mesmo afastado judicialmente, indicava uma possível retomada de sua atuação política e representava o descumprimento da decisão. O magistrado, no entanto, alegou que, por ora, nega o novo pedido de prisão, mas reforçou e ampliou as medidas cautelares que proíbem que o parlamentar entre na Câmara de Vereadores, Prefeitura, secretarias e autarquias; participe de reuniões de governo, agendas institucionais, atos oficiais e eventos de natureza política ou administrativa promovidos ou apoiados pelo Poder Público municipal; exercer, direta ou indiretamente, atividade de representação política, interlocução administrativa ou articulação institucional vinculada ao Município. MP pede prisão de vereador de São João de Meriti acusado de ligação com o TCP O vereador também foi proibido de manter contato com agentes públicos municipais, ressalvado o estritamente necessário ao exercício de direito pessoal próprio como cidadão ou usuário de serviço público; e participar voluntariamente de gravações, publicações ou divulgações de conteúdo institucional, político-administrativo ou promocional relacionado ao Município, inclusive em redes sociais de autoridades públicas, de órgãos municipais ou de terceiros vinculados a agendas públicas. A TV Globo entrou em contato com a defesa do vereador, que apenas confirmou o indeferimento da prisão formulado pelo Ministério Público. Ernane foi preso em novembro do ano passado durante a Operação Muro de Favores, que investigou uma suposta relação entre agentes públicos e integrantes do TCP. Em janeiro deste ano, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio determinou que ele poderia responder ao processo em liberdade, mas estabeleceu medidas cautelares, entre elas o afastamento da função pública e de todas as prerrogativas do cargo, com exceção da remuneração. Investigação aponta suposto apoio a criminosos A Operação Muro de Favores teve início a partir da prisão do traficante Marlon Henrique da Silva, conhecido como Pagodeiro. Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular dele apontaram para uma suposta relação com Ernane. Em uma das conversas, um criminoso afirma que o vereador poderia emprestar máquinas para a construção de barricadas. Em outra mensagem, atribuída a Ernane, ele teria respondido que utilizar máquinas da prefeitura poderia gerar problemas, mas que poderia emprestar um martelete. A investigação também identificou áudios em que integrantes da quadrilha mencionam um suposto contato com o vereador. Segundo a polícia, Ernane ofereceria suporte logístico e operacional ao grupo criminoso em troca de benefícios financeiros e políticos.

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