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Jornalista denuncia agressão e injúria racial durante cobertura do Festival de Parintins 2026

Marcelo Rocha relatou ter levado um tapa de uma mulher que o chamou de "vagabundo" e "neguinho". Reprodução/Redes Sociais O jornalista Marcelo Rocha, de 28 an...

Jornalista denuncia agressão e injúria racial durante cobertura do Festival de Parintins 2026
Jornalista denuncia agressão e injúria racial durante cobertura do Festival de Parintins 2026 (Foto: Reprodução)

Marcelo Rocha relatou ter levado um tapa de uma mulher que o chamou de "vagabundo" e "neguinho". Reprodução/Redes Sociais O jornalista Marcelo Rocha, de 28 anos, denunciou à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ter sido vítima de agressão e injúria racial durante a cobertura da última noite do 59º Festival de Parintins. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (29), na área do Bumbódromo destinada aos profissionais de imprensa, e é apurado pelas autoridades. Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo g1, a confusão começou depois que uma mulher pediu para que o jornalista retirasse o celular da frente dela. Marcelo informou que era profissional de imprensa e fazia a cobertura oficial do festival. Em depoimento, ele afirmou que, após a resposta, a mulher deu um tapa em seu rosto e passou a chamá-lo de "vagabundo" e "neguinho". 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O jornalista também relatou que foi derrubado por integrantes da equipe de segurança privada e conduzido à força até a Delegacia Itinerante instalada no Bumbódromo. Segundo o depoimento, ele permaneceu sozinho em uma sala, enquanto as demais pessoas envolvidas ficaram em outro ambiente. Agora no g1 "[Ele] afirma que somente foram conduzidos o chefe da equipe de segurança, outro segurança, a mulher apontada como autora da agressão inicial e uma testemunha apresentada por esta, sustentando que lhe foi negado o direito de indicar e conduzir outras pessoas que presenciaram os fatos", diz trecho do depoimento. A Polícia Civil informou, em nota, que adotou imediatamente as providências para apurar a ocorrência envolvendo uma mulher de 38 anos, que acompanhava o espetáculo no espaço destinado às Pessoas com Deficiência (PCD), e um profissional de imprensa de 28 anos que realizava a cobertura oficial do evento. Segundo a corporação, os envolvidos foram levados ao posto da Polícia Civil instalado no Bumbódromo, onde foram atendidos pela autoridade policial. A polícia informou ainda que eles permaneceram em ambientes separados para preservar a ordem e a integridade de todos. Ainda de acordo com a corporação, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), com o registro dos fatos e a coleta dos depoimentos preliminares. O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Parintins, que dará continuidade à apuração. Empresa de segurança A empresa responsável pela segurança do Bumbódromo informou, em nota, que atuou na ocorrência do dia 29 de junho "em conformidade com os protocolos de segurança". Segundo a Sioux, todas as pessoas envolvidas foram encaminhadas às autoridades competentes para a adoção das medidas cabíveis. A empresa afirmou ainda que atua há mais de dez anos na segurança do Festival de Parintins e desempenha suas atividades com "profissionalismo, imparcialidade e compromisso com a segurança de todos". Repercussão Após a repercussão do caso, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas informou que a organização do 59º Festival de Parintins não tolera práticas discriminatórias nem violações de direitos fundamentais e que colabora com as autoridades responsáveis pela apuração. A secretaria também informou que o jornalista recebeu apoio da equipe do Governo do Estado, que auxiliou na busca por advogados e acionou a defensora pública de plantão no festival, que entrou em contato com ele ainda durante a madrugada. Os bois Caprichoso e Garantido também se manifestaram. O Caprichoso prestou solidariedade a Marcelo Rocha e destacou a importância da imprensa livre e do respeito aos profissionais da comunicação. Já o Garantido afirmou repudiar "qualquer manifestação de racismo, preconceito, discriminação ou violência" e declarou que essas condutas contrariam os princípios de respeito, dignidade e diversidade defendidos pela agremiação.

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