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'Empreender aqui é ótimo', diz amapaense que vende açaí em São Jorge, na Guiana Francesa

'Empreender aqui é ótimo', diz amapaense que vende açaí em São Jorge, na Guiana Francesa Moradores de Caiena, capital da Guiana Francesa, percorrem cerca d...

'Empreender aqui é ótimo', diz amapaense que vende açaí em São Jorge, na Guiana Francesa
'Empreender aqui é ótimo', diz amapaense que vende açaí em São Jorge, na Guiana Francesa (Foto: Reprodução)

'Empreender aqui é ótimo', diz amapaense que vende açaí em São Jorge, na Guiana Francesa Moradores de Caiena, capital da Guiana Francesa, percorrem cerca de 190 quilômetros para comprar açaí em São Jorge, comunidade francesa localizada na fronteira com o Brasil. A cidade fica apenas 6 quilômetros de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. Aos 22 anos, a comerciante Jhenife Barbosa trabalha no estabelecimento da família, que cultiva, produz e vende açaí na região. A mãe, Lene Lima de 45 anos, nasceu no Ceará e se mudou para a Guiana Francesa há mais de duas décadas. No empreendimento, o pai é responsável pela colheita, preparo e produção do açaí. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo Jhenife, moradores da Guiana Francesa e turistas que chegam de voos internacionais em Caiena impulsionam o movimento no comércio local. “Como existe voo direto para Caiena, eles passam por aqui antes de seguir para o Brasil. Esse movimento ajuda bastante nas vendas”, afirma. O preço explica a procura. O litro de açaí no comércio da família custa 5 euros, cerca de R$ 29 no Brasil. Em Caiena, o produto varia entre 8 e 10 euros e pode alcançar R$ 58,50. “Eles acham barato comprar aqui. Em Caiena, o preço é mais alto. Acaba compensando atravessar a fronteira. Então empreender aqui é ótimo”, diz. LEIA MAIS Sérgio Stern, dublador do Mike Wazowski é atração de evento geek em Macapá; veja programação 'Lixo a gente reutiliza', diz artesão de Oiapoque que superou o desemprego com a reciclagem A comerciante Jhenife Barbosa, de 22 anos, no empreendimento da família Francisco Pinheiro/g1 A rotina na fronteira também aproxima culturas e idiomas. Jhenife cresceu em São Jorge e aprendeu português em casa. Na época da escola, estudou francês, inglês e português. “Meu idioma nativo é o portugues por conta da família, mas consigo me comunicar com os turistas porque aprendi francês na escola. Outros idiomas também eram obrigatórios”, conta. "A proximidade entre São Jorge e Oiapoque facilita a circulação diária entre os dois países. A travessia pode ser feita por catraias, em um percurso de 10 a 25 minutos de barco. De carro, o trajeto ocorre pela Ponte Binacional sobre o Rio Oiapoque, que leva cerca de 10 a 15 minutos e conecta a comuna francesa ao município amapaense. O que são comunas? As comunas na Guiana Francesa são o equivalente a municípios brasileiros, com funções administrativas locais. O território é dividido em 22 comunas, que abrangem desde áreas urbanas como Caiena até regiões mais remotas.

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