Corpo do cineasta Luiz Carlos Barreto é velado no Palácio da Cidade, em Botafogo, em cerimônia aberta ao público
Corpo de Barretão é velado no salão nobre do Palácio da Cidade Reprodução/TV Globo O corpo cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”, de 98 anos, es...
Corpo de Barretão é velado no salão nobre do Palácio da Cidade Reprodução/TV Globo O corpo cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”, de 98 anos, está sendo velado na manhã desta quinta-feira (23) no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro, ele morreu na madrugada desta quarta-feira (22). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O corpo de Luiz Carlos Barreto chegou às 7h30 no Palácio da Cidade. O velório começou pontualmente às 11h. Às 13h30 haverá uma missa celebrada pelo padre Ricardo, escolhido pela família. Às 14h, o velório será encerrado. O corpo será encaminhado, sob escolta da Guarda Municipal, para o Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, onde será realizada a cremação em cerimônia restrita à família. Rosane Svartman abraça Lucy Barreto, mulher de Luiz Carlos Barreto Rogério Fidalgo/ AgNews Nesta quarta, a Prefeitura do Rio decretou em Diário Oficial Extraordinário luto de 3 dias pela morte do cineasta. ‘Bellini, levanta a taça!’ O cineasta Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos, disse que, mesmo após 71 anos de convivência com o pai, ainda descobre histórias sobre a trajetória. Uma delas foi revelada pelo jornal O Globo: segundo a publicação, a tradição de os capitães campeões da Copa do Mundo erguerem a taça teria começado após um pedido de Barreto a Bellini, na conquista brasileira de 1958, para conseguir uma foto em meio à multidão de fotógrafos. “Começou em 1958 por causa do meu pai. Isso eu não sabia. Fiquei sabendo hoje de manhã. Meu pai estava fotografando o Bellini. Tinha muitos fotógrafos na frente. Aí ele disse: ‘Bellini, levanta a taça’. Ele fez a foto e, a partir daí, passou a ser um hábito em toda Copa do Mundo do capitão levantar a taça. Isso resume quem ele era. Embora eu tenha convivido com meu pai por 71 anos, eu continuo descobrindo histórias dele.” Lucy Barreto e Bruno Barreto, esposa e filho de Luiz Carlos Barreto Rogério Fidalgo/ AgNews Ao lembrar a personalidade do pai, Bruno destacou seu lado afetivo e conciliador. Segundo ele, Luiz Carlos Barreto podia brigar com alguém e, poucos minutos depois, já estar abraçando a pessoa e fazendo as pazes. “Era muito passional e racional ao mesmo tempo, muito afetivo, construtivo e buscava o consenso”, afirmou. Para Bruno, o principal legado do pai foi sua complexidade. Cearense, Barreto tinha uma profunda paixão pelo Brasil e por suas raízes nordestinas, mas também era um homem cosmopolita, que gostava de viajar e conhecer o mundo. Essa visão ampla, segundo o filho, foi influenciada pela convivência com o pai adotivo, Assis Chateaubriand, após a perda precoce do pai biológico, quando tinha apenas três anos. Bellini ao levantar a taça da Copa do Mundo de 1958 Reprodução Sua atuação ajudou a mudar a forma como os filmes eram produzidos, financiados e distribuídos no país. LEIA TAMBÉM: Barretão marcou gerações como produtor de ‘Vidas secas’ e ‘Terra em transe’ Artistas lamentam morte; veja repercussão Cinesta defendeu ‘exportar filme brasileiro para dentro do Brasil’ “Barretão” construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao audiovisual, iniciada no Cinema Novo, com “Vidas Secas” e “Terra em Transe”. Entre as mais de 100 obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” — com esses 2 últimos, levou o Brasil ao Oscar. Luiz Carlos Barreto, expoente do cinema brasileiro, morre no Rio aos 98 anos “O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil”, costumava dizer Barretão. Luiz Carlos Barreto estava internado desde segunda (20) no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia. O cineasta era casado há 71 anos com a também produtora Lucy Barreto. Ele teve 3 filhos, que seguiram a profissão: Bruno, Fábio e Paula — Fábio morreu em 2019, após ficar em coma por 10 anos em decorrência de um acidente de carro no Rio, em 2009. Luiz Carlos também deixa 9 netos e 8 bisnetos. De acordo com Paula, a saúde do pai vinha se deteriorando desde 2024, quando ele sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará. Foto de arquivo de 18/12/2019 do diretor, fotógrafo e produtor de cinema, Luiz Carlos Barreto, durante sessão de fotos cedida ao jornal O Estado de S.Paulo em Botafogo, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Alex Ribeiro/Estadão Conteúdo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.