Construtora é investigada por suposta venda de unidades sem licença ambiental, em João Pessoa
Construtora é investigada por suposta venda de unidades sem licença ambiental, em João Pessoa Créditos/Rede Paraíba O Ministério Público da Paraíba (MPP...
Construtora é investigada por suposta venda de unidades sem licença ambiental, em João Pessoa Créditos/Rede Paraíba O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um Procedimento Preparatório para investigar uma construtora por uma suposta venda de unidades sem licença ambiental na cidade de João Pessoa. O g1 teve acesso a abertura do procedimento, nesta terça-feira (14). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com o documento, assinado pelo promotor Edimilson de Campos Leite Filho, cerca de 400 lotes supostamente comercializados sem a licença ambiental, com os compradores não sendo informados sobre a real situação jurídica, urbanística e ambiental do empreendimento. O documento também aponta que vai investigar se a construtora promoveu uma possível supressão irregular de vegetação no local e, ainda, se implantou o empreendimento em área possivelmente protegida. O g1 entrou em contato com a OCA Construtora, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Inicialmente, o Ministério Público tinha instaurado uma "notícia de fato" sobre a situação após uma denúncia e, agora, foi convertido no procedimento preparatório. A denúncia, de acordo com o órgão apontou: as vendas ocorreriam desde 2023; haveria um stand de vendas funcionando normalmente; os compradores estariam sendo orientados a suspender pagamentos até a obtenção da licença definitiva; não houve evolução física das obras, segundo os relatos recebidos. Ainda na fase anterior do procedimento, o MP pediu informações sobre o empreendimento para a Secretaria de Planejamento de João Pessoa, Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e um cartório municipal. Também conforme o documento, a Seplan informou que não conseguiu identificar qual empreendimento era alvo da denúncia, porque faltavam endereço, matrícula ou outros dados para localizar a área. O cartório enviou a matrícula de um imóvel da construtora, mas destacou no procedimento que não era possível afirmar que aquele imóvel correspondia ao empreendimento denunciado. De acordo com o MP, a Semam e Sudema não responderam aos ofícios enviados pelo órgão dentro do prazo. Agora no g1 Informações solicitadas pelo MP Para continuar com a apuração, o Ministério Público da Paraíba solicitou para alguns órgãos informações acerca do empreendimento. Veja abaixo o que foi solicitado: Semam: sobre licenciamento ambiental, autorizações, fiscalização, embargos e eventual supressão de vegetação; Sudema: sobre processos de licenciamento, autos de infração, fiscalização e necessidade de licença estadual; Seplan: para identificar todos os empreendimentos da construtora, verificar aprovações urbanísticas, alvarás e apontar se existe algum empreendimento compatível com a denúncia; Construtora: para informar todos os empreendimentos comercializados desde 2023, apresentar licenças, registros, documentação das vendas, materiais publicitários, situação ambiental e urbanística e esclarecer se houve supressão de vegetação. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba