Votação do 2º turno abre na Nova Zelândia para brasileiros no exterior
REDE NEWS
A votação no exterior começa pela Nova Zelândia no 2º turno das eleições de 2026, abrindo o pleito para os brasileiros que moram do outro lado do planeta. Por causa da diferença do fuso horário de 16 horas, as cinco seções eleitorais instaladas em Wellington, capital neozelandesa, foram abertas às 16h deste sábado (24), no horário de Brasília. Ao todo, cerca de 3,1 mil eleitores estão cadastrados para votar no país.
Logo na sequência, os postos de votação da Austrália também iniciaram os trabalhos de forma escalonada, cobrindo cidades como Sydney, Brisbane, Melbourne, Perth e Camberra. As seções ao redor do globo funcionam das 8h às 17h, respeitando rigorosamente o horário local de cada nação.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil soma 918,9 mil eleitores aptos a votar no exterior. Esse contingente está distribuído em 186 cidades de 104 países e vota exclusivamente para o cargo de presidente da República. Na outra ponta do fuso horário, as seções de São Francisco e Los Angeles, nos Estados Unidos, e Vancouver, no Canadá, serão as últimas a abrir e encerrar a votação por estarem quatro horas atrás do horário de Brasília.
Recorde de eleitores e maiores colégios no exterior
O número de brasileiros habilitados para votar fora do país atingiu uma marca histórica nestas eleições. Em comparação com o pleito de 2022, quando 697 mil pessoas estavam registradas, o eleitorado internacional cresceu mais de 30% — o maior volume contabilizado desde o início da série histórica em 2010.
Os maiores polos do eleitorado brasileiro no exterior estão concentrados nos seguintes locais:
Lisboa (Portugal): É o maior posto de votação do mundo, com 78 mil eleitores inscritos;
Estados Unidos: É o país com maior presença geral, somando 265 mil eleitores (com destaque para a cidade de Boston);
Porto (Portugal) e Japão: Completam a lista dos grandes colégios, com o Japão registrando 88,3 mil brasileiros aptos.
Por outro lado, em localidades remotas como a Coreia do Norte e Bangladesh, há apenas um eleitor brasileiro registrado para votar.
Alto índice de abstenção e obrigatoriedade do voto
Apesar do aumento no contingente de inscritos, a abstenção entre os eleitores no exterior continua elevada. No primeiro turno das eleições de 2026, cerca de 62,7% dos inscritos não compareceram aos postos de votação, com apenas 341.766 pessoas exercendo o direito ao voto. Para efeito de comparação, o índice de abstenção fora do país foi de 56,2% em 2022 e de 59% em 2018 e 2014.
A Justiça Eleitoral reforça que o voto permanece obrigatório para todos os cidadãos brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos, mesmo para aqueles que residem fora do território nacional. Quem não comparecer e não votar precisa justificar a ausência perante o TSE.
Logística e organização da eleição internacional
A organização da votação no exterior é conduzida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) em parceria com o TSE e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). As seções são montadas em embaixadas, consulados ou espaços autorizados, exigindo um mínimo de 30 eleitores aptos para a abertura de uma urna.
Neste pleito, urnas eletrônicas brasileiras foram enviadas para quase todas as representações diplomáticas. A única exceção foi a Rússia, onde o envio dos equipamentos foi inviabilizado devido a restrições de logística aérea internacional.
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