Morre o potiguar Lito Sousa, aos 59 anos
REDE NEWS
O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, morreu nesta quinta-feira (1). Em post na internet, Mila Seidl, mulher de Lito, publicou um vídeo em homenagem ao marido. Mila escreveu: “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre.”
Potiguar, Lito Sousa, especialista em aviação, foi diagnosticado com a doença degenerativa Creutzfeldt-Jakob. A informação foi revelada em agosto por Mila nas redes sociais.
Criador do canal ‘Aviões e Músicas’, que tem 2,6 milhões de seguidores no Instagram, Lito trabalhou 36 anos na aviação, sendo 27 deles dedicados à área técnica, onde atuou como mecânico de aeronaves.
Entre 2015 e 2021, ele atuou paralelamente na aviação e mantinha o canal nas redes sociais. Em 2021, no entanto, ele decidiu se dedicar somente ao audiovisual quando viu que seu número de seguidores superava o total da página da companhia onde trabalhava.
Como Lito descobriu a doença
Lito foi diagnosticado com câncer de próstata há cerca de quatro meses. A descoberta foi feita em um acompanhamento médico de rotina. Em exames, foi notada elevação nos níveis de Antígeno Prostático Específico (PSA), o que o levou imediatamente ao urologista.
Após exames complementares de ressonância magnética e biópsia, foi confirmada a presença de um carcinoma classificado como de risco intermediário-baixo. Lito optou pela prostatectomia, cirurgia para remoção total da próstata.
Enquanto organizava o tratamento para o câncer, o influenciador começou a apresentar sintomas neurológicos atípicos. Ele conta que percebeu a perda progressiva de controle motor no braço e na mão esquerdos enquanto digitava roteiros para o canal, evoluindo para dormência e falta de coordenação.
Durante viagem aos Estados Unidos, a alteração postural e o comprometimento motor tornaram-se mais acentuados e ele buscou ajuda médica no Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. Nas semanas seguintes, ele fez uma série de exames para descobrir qual era a origem do problema.
Tratamento experimental
Embora não tenha sido aceito em estudos internacionais, Lito utilizou um medicamento experimental que precisou de autorização excepcional da Anvisa para ser importado ao Brasil. Mila ressaltou, na época, que a possibilidade de acesso ao fármaco não se tratava de privilégio por ser uma figura pública, mas de um direito que qualquer pessoa em situação semelhante deveria ter.
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