BNDES recebe R$ 5 bilhões em pedidos de crédito na nova fase do Plano Brasil Soberano
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu R$ 5 bilhões em pedidos de crédito desde o lançamento da nova etapa do Plano Brasil Soberano. As informações foram divulgadas pela Agência de Notícias do BNDES. Em apenas dez dias de operação, o banco já aprovou R$ 1,3 bilhão em financiamentos voltados a empresas impactadas pela instabilidade econômica internacional.
As solicitações protocoladas abrangem as quatro linhas disponíveis no programa. A modalidade Investimentos lidera a demanda, com R$ 2,5 bilhões em pedidos. Em seguida aparecem Giro, com R$ 1,6 bilhão; Giro Exportação, com R$ 800 milhões; e Bens de Capital, com R$ 116 milhões.
Crédito alcança grandes empresas e pequenos negócios
Segundo o BNDES, foram realizadas 77 operações de crédito até o momento. Desse total, 44 atenderam grandes empresas e 33 contemplaram micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
As empresas exportadoras e fornecedores ligados a países em conflito no Oriente Médio concentraram o maior volume aprovado: R$ 823 milhões distribuídos em 21 operações.
Já as empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos receberam R$ 311 milhões em 12 operações aprovadas. Outros R$ 119,3 milhões foram destinados a setores considerados estratégicos para a indústria nacional, em um total de 44 operações.
Mercadante destaca papel estratégico do banco
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os resultados demonstram a importância do banco no apoio à economia brasileira em meio às tensões internacionais.
“O resultado demonstra a importância do BNDES que, sob a determinação do presidente Lula, atua como braço estratégico do governo, apoiando os setores produtivos mais afetados, defendendo a competitividade da indústria nacional e garantindo emprego e capacidade de crescimento para o Brasil em momentos de instabilidade internacional, como os impactos do tarifaço e das tensões no Oriente Médio”, disse.
Quais empresas podem acessar o crédito
O acesso às linhas de financiamento foi definido por uma Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda.
O primeiro grupo contempla empresas exportadoras de bens industriais e fornecedores atingidos pelas medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos. Para participar, o faturamento bruto com exportações deve representar pelo menos 5% da receita apurada entre julho de 2024 e julho de 2025. Estão incluídos setores como aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.
O segundo grupo reúne empresas de setores industriais de média-baixa, média-alta e alta intensidade tecnológica, considerados estratégicos para a balança comercial brasileira e para a transição a uma economia de baixo carbono. Estão contemplados segmentos como têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha, plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.
O terceiro grupo inclui exportadoras de bens industriais e fornecedores com operações voltadas a países do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Nesse caso, o faturamento bruto com exportações também deve representar ao menos 5% da receita apurada entre janeiro e dezembro de 2025.
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