Força e Estratégia: O Novo Cenário do PT no Paraná para 2026
Jornalista - Gilvandro Oliveira Filho
PARTE 1 | O "Fator Itaipu": A Gestão Enio Verri como Vitrine de Resultados
A permanência de Enio Verri na diretoria-geral brasileira de Itaipu Binacional não foi uma decisão ao acaso. Considerada uma das gestões mais eficientes das últimas duas décadas, Verri conseguiu transformar a usina em um motor de desenvolvimento regional que vai além da geração de energia.
Ao abrir mão da candidatura ao Senado a pedido do presidente Lula, Verri consolida um projeto de Estado. Sob seu comando, Itaipu recuperou o protagonismo em investimentos socioambientais e na articulação com os municípios paranaenses, garantindo a conclusão de obras estruturantes e o fortalecimento da agricultura familiar. Para o governo, manter Verri na Itaipu é garantir que a maior vitrine de eficiência administrativa do governo federal no Sul continue entregando resultados até o fim do mandato, servindo de sustentáculo técnico para a narrativa política do partido.
PARTE 2 | A Missão de Gleisi: Da Articulação Nacional à Disputa pelo Senado
Com o caminho livre no campo majoritário, Gleisi Hoffmann assume a missão de converter seu capital político em uma cadeira no Senado. Sua passagem recente pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) — cargo que deixou em abril de 2026 para cumprir o prazo eleitoral — foi o teste final de sua capacidade de articulação.
Na SRI, Gleisi foi o "braço direito" de Lula no Congresso, gerenciando crises e garantindo a governabilidade em um ambiente desafiador. Agora, ela substitui a expectativa em torno de Verri com um perfil de alta voltagem política. A aposta é que a experiência acumulada no coração do Palácio do Planalto e a forte identidade com a base paranaense a credenciem como o nome ideal para representar o estado. A substituição é vista como estratégica: enquanto Verri garante a entrega administrativa em Itaipu, Gleisi personifica a força política necessária para o embate nas urnas.
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