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SÃO PAULO SOB O MARTELO: PRIVATIZAÇÕES, BILHÕES E O "FISCO PARALELO"

Investigação Especial | Por: Gilvandro

SÃO PAULO SOB O MARTELO: PRIVATIZAÇÕES, BILHÕES E O "FISCO PARALELO"
Imagem da Rede Social

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, embora mantenha uma agenda de infraestrutura, enfrenta em 2026 o seu período mais crítico. Marcado por um distanciamento de lideranças municipais e por escândalos que atingem o coração da Secretaria da Fazenda, o Palácio dos Bandeirantes tenta sustentar uma imagem de eficiência técnica enquanto lida com investigações de proporções bilionárias.

O Fantasma da Sabesp e a "Conexão Master"

A privatização da Sabesp, concluída em 2024, continua sendo o ponto de maior desgaste para a imagem do governador. Críticos apontam que a maior empresa de saneamento do país foi entregue ao grupo Equatorial em um leilão sem concorrência, por um valor que representaria apenas quatro anos de lucro da estatal.

O cenário agravou-se com a recente prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, que trouxe à tona suspeitas sobre a compra da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). Investigações da CVM já haviam apontado um "movimento orquestrado" entre o banco e investidores para arrematar a EMAE por cerca de **R

 10 bilhões estimado por técnicos do próprio governo. Em 2026, relatórios internos do governo admitem que a piora nos serviços e a falta de água em regiões metropolitanas transformaram o que seria um trunfo eleitoral em uma crise de imagem.

Operação Ícaro: O Escândalo do "Fisco Paralelo"

No campo ético, o governo foi atingido em cheio pela Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público em agosto de 2025 e desdobrada em novas fases em março de 2026. A investigação revelou um esquema bilionário de corrupção dentro da Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP):

Fraude Fiscal: Auditores fiscais são acusados de operar um "fisco paralelo", cobrando propinas para liberar créditos de ICMS de forma irregular para grandes empresas do varejo.

Valores: Estima-se que as fraudes tenham movimentado até R$ 1 bilhão em propinas.

Gestão: Críticos apontam que o governo falhou em fiscalizar seus próprios quadros, permitindo que esquemas de corrupção se instalassem sob o manto de uma gestão dita técnica.

Ruptura com Prefeitos e a Máquina de Kassab

Politicamente, Tarcísio enfrenta críticas por seu isolamento em relação aos prefeitos do interior. O governo é visto como excessivamente alinhado a interesses de grandes fundos de investimento, negligenciando as demandas imediatas dos municípios. Enquanto o governador foca em privatizar escolas e serviços, o secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), é quem detém a "caneta política", articulando com os prefeitos e esvaziando o partido do governador para fortalecer sua própria sigla.

Conclusão: A conta chega em 2026

Com as eleições no horizonte, o governo Tarcísio vê-se diante de um paradoxo: ao mesmo tempo em que bate o martelo para privatizar do transporte à educação, os escândalos no setor fazendário e a crescente insatisfação com os serviços públicos concedidos colocam em xeque o seu projeto de poder. Para a oposição e parte dos eleitores paulistas, o governo não parece estar "sob nova direção", mas sim servindo de balcão para negócios bilionários.

Nota de Esclarecimento: As informações apresentadas baseiam-se em reportagens e operações policiais em curso até abril de 2026. A defesa do governador e dos citados nega qualquer envolvimento em irregularidades criminais.

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