Mensagens mostram que Vorcaro recebeu informações de inquérito da PF
RedeSat
06/03/2026 05:03
Uma mensagem obtida pela PF (Polícia Federal) mostra que o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu informações sobre o andamento de um inquérito da PF que era de seu interesse.
A conversa rechaça o apontamento da investigação da PF que detalha que Vorcaro tinha uma rede de monitoramento e recebimento de informações do sistema da PF e de diligências de forma antecipada.
Em 2024, um contato não salvo em sua agenda envia a mensagem para ele que “o inquérito 56/2024 não dará seguimento hoje no BC. Muitas operações fraudulentas fundo internacional petróleo indeferimento. Não soube estancar o inquérito iniciou e parou”, disse o contato com DDD de Minas Gerais para Daniel Vorcaro.
A PF detalha que o grupo contratado por Vorcaro, dono do Banco Master, para influenciar a investigação, acessava dados da PF (Polícia Federal), do MPF (Ministério Público Federal) e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol. O acesso era por meio de credenciais de terceiros e de contatos de um policial federal aposentado.
De acordo com a PF, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o “Sicário” e coordenador operacional do grupo denominado "A Turma", realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
O objetivo era abastecer Vorcaro com informações sobre investigações. Mourão recebia R$ 1 milhão por mês para esse serviço, aponta a PF.
De acordo com a investigação, Mourão exercia papel central no grupo "A Turma", cuja estrutura foi montada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo, entre eles autoridades e jornalistas.
"Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master", cita a decisão do STF.
Segundo a investigação, as informações levantadas eram repassadas a integrantes do grupo responsáveis pela tomada de decisões estratégicas.
A PF apontou ainda que Mourão atuava para retirar conteúdos e perfis em plataformas digitais, simulando solicitações oficiais de órgãos públicos.
Procurada pela CNN para saber se haverá investigação sobre acesso ilegal aos sistemas da PF e vazamento de informações, a PF não se manifestou sobre o caso.
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