Polícia Federal prende ex-prefeito de Lajeado, no Rio Grande do Sul
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Lamaçal em Lajeado, no Rio Grande do Sul, e cumpriu mandados de busca no setor de licitações da prefeitura, além de endereços vinculados aos investigados. A ação apura suspeitas de irregularidades em contratos que somam cerca de R$ 120 milhões, firmados após as enchentes que atingiram o estado em maio de 2024, segundo informações do Metrópoles.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Lamaçal em Lajeado, no Rio Grande do Sul, e cumpriu mandados de busca no setor de licitações da prefeitura, além de endereços vinculados aos investigados. A ação apura suspeitas de irregularidades em contratos que somam cerca de R$ 120 milhões, firmados após as enchentes que atingiram o estado em maio de 2024, segundo informações do Metrópoles.
Conforme a apuração, há indícios de irregularidades na contratação de serviços terceirizados na área de assistência social, incluindo psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas. Os contratos foram realizados por meio de dispensa de licitação, sob o argumento de urgência em razão da emergência provocada pelas enchentes.
A Polícia Federal investiga se a empresa contratada foi escolhida sem a comprovação de que apresentou a proposta mais vantajosa para a administração pública. Também há suspeitas de que os valores pagos estejam acima dos praticados no mercado. O montante inicial sob análise gira em torno de R$ 120 milhões.
A primeira fase da Operação Lamaçal ocorreu em 11 de novembro de 2025, em ação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU). Na ocasião, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 10 veículos e do bloqueio de até R$ 4,5 milhões em bens e ativos financeiros.
As diligências se estenderam, além de Lajeado, a municípios como Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Participaram da operação três auditores da CGU e 92 policiais federais.
Os recursos sob investigação são provenientes do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e haviam sido destinados ao atendimento emergencial das famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
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