Gilmar determina investigação da PF e caso expõe perseguição política, espionagem e o colapso da privacidade no poder
Rede Cidade SAT – A Voz do Povo
A decisão do ministro Gilmar Mendes, determinando que a Polícia Federal investigue denúncias de espionagem contra um secretário ligado ao prefeito João Campos, joga luz sobre um problema grave e crescente no país: a perseguição política travestida de investigação.
O episódio ultrapassa disputas partidárias e acende um alerta institucional. O que está em jogo não é apenas um nome ou um cargo, mas o direito à privacidade, o respeito ao Estado de Direito e os limites éticos do jogo político.
QUANDO A INVESTIGAÇÃO VIRA ARMA POLÍTICA
Nos bastidores, cresce a percepção de que investigações seletivas, vazamentos dirigidos e monitoramentos ilegais têm sido usados como instrumentos de desgaste político. Discursos de campanha dão lugar a afrontas pessoais. O debate de ideias é substituído por ataques, dossiês e tentativas de destruição de reputações.
Isso não fortalece a democracia — corrói.
A ordem para apuração da Polícia Federal expõe a gravidade do caso e a necessidade de esclarecer se houve falhas, abusos ou crimes. Espionar adversários ou integrantes de governos eleitos não é estratégia política — é violação de direitos.
UMA BAIXARIA CONTRA A PRIVACIDADE
O que o país assiste é uma verdadeira baixaria institucional. A privacidade virou moeda de troca. Conversas, dados e informações pessoais são tratados como armas. Quem nunca errou? Existe político 100% imune a críticas ou falhas?
A resposta é óbvia. Nenhum.
Mas isso não autoriza a perseguição, o vale-tudo ou o atropelo das garantias legais.
GANÂNCIA PELO PODER E O FUNDO DO POÇO
A política brasileira parece caminhar para um terreno perigoso, onde o objetivo deixa de ser governar e passa a ser aniquilar o outro. Em vez de propostas, surgem insultos. Em vez de debates, surgem dossiês. Em vez de respeito, surgem ataques pessoais e institucionais.
A pergunta que fica é direta:
aonde vamos parar desse jeito?
Vamos assistir novamente:
Cadeias seletivas?
Insultos públicos entre autoridades?
Palavrões substituindo argumentos?
Um querendo derrubar o outro a qualquer custo?
Que política é essa, meu Deus?
EDITORIAL | É PRECISO DAR UM BASTA
O Brasil precisa urgentemente discutir leis mais claras e duras contra perseguição política, espionagem ilegal e abuso de poder. Investigar é dever do Estado. Perseguir é crime. Confundir as duas coisas é um risco para todos — inclusive para quem hoje se acha protegido.
Democracia não se constrói com ódio, medo ou dossiês clandestinos. Se esse limite não for imposto agora, amanhã ninguém estará seguro.

Comentários (0)