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CPI do Master nasce enfraquecida no Congresso e escancara bastidores de um sistema blindado pela impunidade

Rede Cidade SAT – A Voz do Povo

CPI do Master nasce enfraquecida no Congresso e escancara bastidores de um sistema blindado pela impunidade
CPI do Master nasce enfraquecida no Congresso e escancara bastidores de um sistema blindado pela impunidade (Foto: Reprodução)

A possível CPI do Banco Master já surge com pouca chance real de avançar no Congresso Nacional. Nos corredores do poder, o que se comenta não é a busca pela verdade, mas o medo — medo de que a investigação alcance nomes influentes, famílias poderosas e interesses que atravessam partidos, governos e mandatos.

Nos bastidores, parlamentares admitem, em reserva, que o caso envolve muito mais gente do que se imagina. O Banco Master teria se transformado, segundo relatos políticos, em uma espécie de “supermercado financeiro”, frequentado por figuras do poder, operadores e intermediários — muitos deles hoje escondidos atrás de cargos, alianças e discursos públicos.

MÁSCARAS, SILÊNCIO E MEDO DE EXPOSIÇÃO

O clima em Brasília é de cautela extrema. Há quem defenda a CPI em público, mas trabalhe silenciosamente para que ela nunca saia do papel. O motivo é simples: ninguém quer ver o cofre aberto.

O receio maior não é apenas político — é familiar. O envolvimento de parentes, laranjas e estruturas paralelas faz com que o tema seja tratado como um campo minado. Cada passo errado pode revelar quem realmente esteve por dentro dos esquemas, contratos e movimentações financeiras.

UM CARNAVAL DE IMPUNIDADE

Enquanto a CPI patina, cresce a sensação de que o país assiste a mais um carnaval de impunidade, onde:

Os responsáveis não aparecem

Os beneficiados seguem protegidos

As vítimas — o povo — ficam com o prejuízo

O dinheiro público some, mas ninguém explica como

Nos bastidores, a pergunta é uma só: quem passou o rodo no dinheiro do povo e por que ninguém quer investigar até o fim?

CONGRESSO DIVIDIDO, VERDADE BLOQUEADA

A resistência à CPI do Master não se dá por falta de fatos, mas por excesso de conexões. O sistema reage quando se sente ameaçado. E reage rápido: atrasando assinaturas, esvaziando discursos e apostando no desgaste do assunto com o tempo.

É a velha estratégia: deixar o escândalo esfriar.

EDITORIAL | E AÍ, VAI FICAR COMO?

A população precisa saber a verdade. Precisa saber:

Quem está junto

Quem lucrou

Quem protege

Quem teme a CPI

Se a investigação não avança, a mensagem é clara: o problema não é o banco — é o sistema que o cerca.

O Brasil não pode aceitar que mais um escândalo termine sem respostas. Quando o Congresso se cala, a desconfiança cresce. E quando a verdade é enterrada, a democracia adoece.

A pergunta que fica é direta e incômoda — como deve ser:

vai ficar como isso?



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