Brasil ainda enfrenta longas filas de espera por cirurgias no SUS apesar de recorde de procedimentos realizados
RedeSat
O Sistema Único de Saúde (SUS) bateu recordes históricos na realização de cirurgias eletivas em 2024, com mais de 5,3 milhões de procedimentos realizados, um aumento de cerca de 18% em relação ao ano anterior. Mesmo com esse avanço, o Brasil ainda enfrenta um grande desafio na redução das filas de espera por cirurgias.
Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda aguardam por um procedimento cirúrgico no SUS, incluindo cirurgias eletivas que dependem de agendamento e disponibilidade da rede pública.
As filas surgiram principalmente após a pandemia de Covid-19, quando muitos procedimentos foram suspensos ou adiados por causa da sobrecarga dos hospitais, e continuam a impactar a vida de milhares de brasileiros que dependem exclusivamente do sistema público de saúde.
Contexto e ações em andamento
Para enfrentar o problema, o governo federal e secretarias estaduais lançaram medidas como o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas (PNRF), que ampliou a oferta de procedimentos e contribuiu para a realização de mais de 14 milhões de cirurgias eletivas em 2024 — o maior número da história do SUS — segundo anúncio do Ministério da Saúde.
Além disso, está previsto um Mutirão Nacional para redução das filas de cirurgias, programado para março, com o objetivo de acelerar ainda mais o atendimento e diminuir o tempo de espera em todo o país.
Apesar das iniciativas, ainda há obstáculos estruturais significativos, como a falta de médicos especializados em determinadas regiões, especialmente no Norte e no Nordeste, que dificultam o acesso e prolongam a espera por procedimentos.
Desafios em estados e procedimentos específicos
Em alguns estados, dados estaduais também mostram grandes filas. Por exemplo, no estado de Goiás, mais de 20 mil pessoas aguardam por uma cirurgia eletiva, com filas significativas em áreas como ortopedia e oftalmologia.
A pressão pela redução das filas de cirurgia é impulsionada não apenas pelo número de pacientes, mas também pelo impacto dessa espera na qualidade de vida, produtividade e saúde geral da população que depende do SUS para cuidados essenciais.
O impacto para os pacientes
Para muitos brasileiros, aguardar uma cirurgia pode significar meses ou até anos de sofrimento, dor e limitações. A redução dessas filas é vista como uma urgência de saúde pública, especialmente para procedimentos que, embora eletivos, podem melhorar significativamente a qualidade de vida — como cirurgias de catarata, hérnia, ortopédicas e outras.
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