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VÍCIO OCULTO: A ARMADILHA DIGITAL QUE ROUBA A MENTE, ALIMENTA A ANSIEDADE E DESTRÓI FAMÍLIAS

Matéria Especial de Sábado – Jornalista Gilvandro Oliveira Filho

VÍCIO OCULTO: A ARMADILHA DIGITAL QUE ROUBA A MENTE, ALIMENTA A ANSIEDADE E DESTRÓI FAMÍLIAS
Imagem da RG Agência

Vivemos conectados. Nunca a internet esteve tão presente no cotidiano das pessoas. Mas por trás das telas, no silêncio dos quartos e no anonimato do “modo oculto”, cresce um problema grave, silencioso e devastador: o vício em internet e, principalmente, em pornografia online.

O que muitos ainda insistem em tratar como algo “normal” ou “sem consequências” já é reconhecido por estudos científicos como um fator de risco para ansiedade, depressão, isolamento social e destruição de relacionamentos e casamentos.

Os números que assustam

Os dados revelam a dimensão do problema:

Quase 80% dos jovens já tiveram contato com pornografia ainda na adolescência, com idade média de primeiro acesso em torno dos 13 a 14 anos.

Entre adultos, pesquisas internacionais mostram que até 99% dos homens e até 86% das mulheres já consumiram pornografia em algum momento da vida.

Cerca de 3% da população adulta apresenta uso compulsivo, considerado clinicamente problemático.

Em alguns grupos, especialmente jovens e universitários, esse número pode chegar a 8% ou até 12%.

No Brasil, um dado alarmante: 1 em cada 5 adolescentes do sexo masculino afirma se considerar viciado em pornografia.

Esses números deixam claro: não se trata de um caso isolado, mas de um problema de saúde pública e social.

🧠 O impacto direto na mente

Estudos associam o consumo excessivo de pornografia a alterações no funcionamento do cérebro. O estímulo constante libera dopamina — o mesmo neurotransmissor ativado por drogas químicas. Com o tempo, o cérebro passa a exigir doses maiores de estímulo para sentir prazer.

O resultado é um ciclo perigoso:

Ansiedade constante

Dificuldade de concentração

Irritabilidade

Insônia

Sensação de vazio

Culpa e vergonha

Em pesquisas com universitários, mais de 50% dos usuários frequentes apresentaram sintomas de depressão, e mais de 35% relataram ansiedade associada diretamente ao consumo.

💔 Casamentos e relacionamentos em risco

O impacto não fica restrito à mente individual. Ele invade os lares.

Até 70% dos usuários compulsivos afirmam que o consumo prejudicou seus relacionamentos afetivos.

Estudos indicam que mais de dois terços dos casos de conflitos conjugais ligados à infidelidade digital envolvem pornografia ou sexo virtual.

Parceiros relatam perda de confiança, distanciamento emocional, queda da intimidade real e sofrimento psicológico intenso.

Muitos casamentos entram em crise sem entender a origem do problema. O diálogo some, o respeito diminui, e a família paga um preço alto.

⚠️ O vício que se esconde no silêncio

Diferente de outras dependências, essa se esconde:

Não deixa cheiro

Não deixa marcas visíveis

Não exige sair de casa

Ela acontece no celular, no computador, na madrugada, enquanto todos dormem. Por isso, cresce rápido, alimentada pela vergonha e pelo tabu.

🛑 Não é moralismo, é saúde mental

Este alerta não é um julgamento. É um chamado à consciência.

O vício em pornografia:

Não fortalece ninguém

Não traz liberdade

Não gera felicidade

Não constrói relações saudáveis

Pelo contrário: aprisiona, adoece e destrói aos poucos.

🔓 Existe saída

A recuperação é possível, mas começa com passos claros:

Reconhecer que existe um problema

Parar de normalizar o excesso

Buscar ajuda profissional (psicológica ou terapêutica)

Criar limites digitais reais

Fortalecer vínculos familiares, sociais e espirituais

Falar sobre o assunto, quebrando o silêncio

🌍 Tecnologia deve servir ao ser humano, não dominá-lo

A internet é uma ferramenta poderosa, mas quando usada sem limites, deixa de conectar pessoas e passa a destruir emoções, relações e projetos de vida.

Este editorial é um alerta à sociedade, às famílias, aos jovens e aos adultos:

não podemos continuar fingindo que isso não está acontecendo.

Liberdade não é fazer tudo o que se quer.

Liberdade é não ser escravo de nada.

Que esta matéria sirva para abrir diálogos, salvar relacionamentos, proteger mentes e despertar consciências.

Porque uma mente saudável constrói famílias fortes.

E famílias fortes constroem uma sociedade melhor.


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