cover
Tocando Agora:

Entre os Jovens, o “L” é Lula, é Liberdade e é Livre: Símbolo Popular Não Pode Ser Calado na Sapucaí

RedeSat

Entre os Jovens, o “L” é Lula, é Liberdade e é Livre: Símbolo Popular Não Pode Ser Calado na Sapucaí
Imagem da Rede Social

Impossível Calar o “L” na Sapucaí: Gesto Criado por Mário Milani Virou o Maior Movimento Popular do País, Principalmente Entre os Jovens

Em sua estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói levará para a Marquês de Sapucaí, neste ano, um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), exaltando sua trajetória política, social e simbólica na história recente do Brasil.

Às vésperas do desfile, no entanto, os componentes da escola receberam um pedido inusitado e sem precedentes: a solicitação para que fosse evitado o gesto do “L”, símbolo amplamente associado ao presidente. A informação foi revelada pelo blog do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

O pedido gerou forte reação no meio carnavalesco e jurídico, sendo classificado como impraticável e incompatível com os princípios democráticos. Especialistas e representantes da cultura popular são unânimes ao afirmar que não existe base legal para qualquer tipo de punição à escola, uma vez que o gestual do “L” é livre, espontâneo e não configura propaganda irregular nem infração ao regulamento do carnaval.


O gesto do “L” é reconhecido nacionalmente como um movimento popular, criado pelo jornalista e publicitário Mário Milani, e consolidado como um dos maiores símbolos políticos e culturais do país, sobretudo entre os jovens. Para Milani, o “L” representa Lula, Liberdade e o Livre, valores que dialogam diretamente com o espírito do carnaval: diversidade, expressão e voz popular.

Importante destacar que a escola de samba não tem controle sobre gestos individuais do público ou dos próprios componentes, especialmente quando se trata de manifestações pacíficas e simbólicas. Dessa forma, é juridicamente impossível penalizar a Acadêmicos de Niterói por um gesto que nasce da espontaneidade e da liberdade de expressão garantida pela Constituição.

Além disso, o carnaval sempre foi palco de manifestações políticas, sociais e culturais. Ao longo da história, enredos, alas e interações com o público refletiram sentimentos populares e posicionamentos coletivos, sem que isso configurasse censura ou punição às agremiações.

Diante disso, qualquer tentativa de responsabilizar ou penalizar a Acadêmicos de Niterói pelo uso do gestual “L” é considerada inviável, injustificável e sem respaldo legal, reforçando que o carnaval permanece como um território da liberdade, da arte e da democracia.


Já o presidente atual da Confraria 01, o jornalista Gilvandro Oliveira Filho, afirmou que a entidade irá atuar firmemente para garantir que a Acadêmicos de Niterói jamais seja penalizada por conta de gestos livres e simbólicos feitos durante o desfile.

Segundo Gilvandro, qualquer tentativa de punição seria ilegal, abusiva e incompatível com a democracia.

“Vamos buscar, por todos os meios institucionais e jurídicos, que a escola jamais seja penalizada. Não existe proibição para um gesto livre, popular e pacífico. Impedir ou punir o ‘L’ ou o ‘KL’ é censura”, declarou.

O presidente da Confraria 01 reforçou que o gestual faz parte de um movimento legítimo, com identidade popular, especialmente entre os jovens, e que nenhuma escola de samba pode ser responsabilizada por manifestações espontâneas de seus componentes ou do público.

“A Marquês de Sapucaí é território da cultura, da arte e da liberdade. Penalizar uma escola por um gesto simbólico é ferir a Constituição e atacar a essência do carnaval brasileiro”, completou Gilvandro Oliveira Filho.

A manifestação da Confraria 01 se soma às falas do jornalista e publicitário Mário Milani, criador do gestual, que classificou o pedido como absurdo e censura pura, reforçando o entendimento de que não há base legal para qualquer tipo de sanção contra a Acadêmicos de Niterói.

                                                 

Comentários (0)

Fale Conosco