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Motta comemora política externa de Lula ao celebrar acordo Mercosul-UE, mesmo depois de veto à dosimetria

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Motta comemora política externa de Lula ao celebrar acordo Mercosul-UE, mesmo depois de veto à dosimetria
Motta comemora política externa de Lula ao celebrar acordo Mercosul-UE, mesmo depois de veto à dosimetria (Foto: Reprodução)

Após especulações de uma possível “birra” pelo veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), nesta sexta-feira (9).

Motta afirmou que a abertura entre as nações foi decisiva para o avanço da civilização, a ampliação da prosperidade e a redução de conflitos ao longo da história – um dia depois de se negar a comparecer ao evento simbólico do governo federal contra os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o que foi especulado como uma “pirraça” ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, aprovado em dezembro no Congresso Nacional, feito naquele mesmo dia.

“Num mundo tentado pelo unilateralismo e pelo protecionismo, devemos redobrar a aposta na cooperação internacional”, declarou. “Celebro o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo”, escreveu Motta nas redes sociais.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), chegou a vir a público explicar que o governo havia avisado tanto Motta quanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que o projeto seria vetado integralmente – mas reiterou que a ausência de Motta não ocorria em detrimento disso, tendo em vista que ambos possuíam agendas próprias e que foram previamente apresentadas.

O acordo Mercosul-UE era uma das principais pautas da política externa do presidente Lula, que tentava resolver um impasse travado há mais de duas décadas. Lula chegou a defender publicamente a importância estratégica do acordo para o desenvolvimento econômico, a reindustrialização e a inserção do Brasil no comércio global. O presidente chegou a cobrar “coragem política” da UE, reiterando que o passo era essencial para uma aproximação geopolítica – e não só apenas um incentivo comercial entre blocos.

Entenda a aprovação do comércio UE-Mercosul

Do lado europeu, o sinal verde dado nesta sexta-feira permite que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje a Assunção, no Paraguai, para a assinatura formal do tratado, prevista para segunda-feira (12).

Ainda assim, o acordo não entra imediatamente em vigor: no bloco europeu, será necessário o aval do Parlamento Europeu, onde a resistência de parte dos eurodeputados (especialmente ligados ao setor agropecuário franceses) pode atrasar ou judicializar o processo.

O tratado criará a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 700 milhões de consumidores e eliminando tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral entre os blocos. Enquanto países como Espanha e Alemanha defendem o pacto como estratégico diante da concorrência chinesa e das políticas tarifárias dos Estados Unidos, a França e agricultores europeus seguem vocalizando críticas, alegando concorrência desleal de produtos sul-americanos.

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