Vereador pede impeachment de João Campos e levanta suspeitas sobre nomeação envolvendo filho de procuradora e juiz
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), entrou no centro de uma nova crise política após um vereador protocolar pedido de impeachment alegando possível favorecimento em concurso público municipal. A bronca é grande e já provoca forte reação nos bastidores da Câmara.
Segundo o parlamentar, a polêmica envolve a nomeação do filho de uma procuradora municipal e de um juiz, aprovado em concurso, o que, na avaliação do vereador, levanta dúvidas sobre isonomia, moralidade administrativa e possível conflito de interesses.
O pedido sustenta que, mesmo havendo aprovação formal no certame, o vínculo familiar com autoridades do sistema de Justiça e da própria administração pública exige apuração rigorosa, sob pena de violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, transparência e igualdade de condições entre os candidatos.
“Não se trata de condenar ninguém antecipadamente, mas de exigir explicações claras. Quando envolve filhos de autoridades com poder e influência, o dever de transparência precisa ser redobrado”, afirmou o vereador ao justificar o pedido de impeachment.
Pressão política e desgaste
A iniciativa acirra o clima político no Recife e coloca o prefeito João Campos sob pressão. Adversários veem no episódio um desgaste evitável, enquanto aliados afirmam que o pedido tem motivação política e não apresenta, até o momento, provas de irregularidade no concurso.
Mesmo assim, o requerimento obriga a Câmara a analisar se há elementos mínimos para abertura de comissão processante, o que pode transformar a denúncia em um novo foco de desgaste institucional para a gestão municipal.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura do Recife informou que todas as nomeações seguiram rigorosamente a lei, respeitando critérios técnicos e a ordem de classificação do concurso público, e que não houve qualquer interferência política ou administrativa no processo.
A gestão reforça ainda que parentesco não é impedimento legal quando o ingresso ocorre por concurso público, mas diz estar à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Clima de tensão
O caso agora entra no radar da opinião pública e pode ganhar novos capítulos. Caso o pedido avance, João Campos poderá enfrentar uma das maiores crises políticas de sua gestão, mesmo que, ao final, nenhuma irregularidade seja comprovada.
Enquanto isso, a cobrança por transparência cresce — e o episódio reacende o debate sobre ética, privilégios e confiança nos concursos públicos.
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