Partidários de Maduro vão às ruas para evitar golpe
RedeSat
Nas últimas horas, forças terrestres da Venezuela passaram a se deslocar pelas ruas das maiores cidades do país para evitar um golpe de Estado e garantir a segurança da população.
Apesar do sequestro de Nicolás Maduro e esposa, as instituições parecem funcionar.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, fez uma postagem tentando acalmar a população: “Não cedamos ao pânico que querem semear. Evitemos o caos e a anarquia, armas tão letais quanto as bombas. Sejamos resilientes, mantenhamos o foco diante da adversidade e implementemos todos os planos de defesa nacional para os quais temos nos preparado”.
A sequência ‘natural’ dos bombardeios à Venezuela e do sequestro de Maduro seria agitação nas ruas pela mudança de regime.
A prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, retirada da Venezuela em uma operação montada pelos Estados Unidos, disse que está pronta para assumir.
Em entrevistas recentes, uma delas ao filho do presidente dos Estados Unidos, Don Jr., Corina prometeu que a Venezuela seria um parceiro econômico mais importante para a Casa Branca do que a Arábia Saudita. A um Fórum Econômico dos EUA, disse que as oportunidades de negócio são de U$ 1,7 trilhão.
Julgamento nos EUA
O senador estadunidense Mike Lee, depois de conversar com o secretário de Estado Marco Rubio, informou que Nicolás Maduro será levado para os Estados Unidos e processado como líder do Cartel dos Sóis, uma invenção estadunidense para justificar a tentativa de roubo do petróleo e ouro venezuelanos.
Na Venezuela, organizações populares foram às ruas e disseram que só vão se retirar quando Maduro for devolvido pelos EUA.
Em abril de 2002, Hugo Chávez foi alvo de um golpe cívico-militar. Ele foi retirado do Palácio Miraflores por militares. As primeiras medidas do novo governo, comandado então pelo empresário Pedro Carmona, foram o fechamento do Congresso e censura.
Chávez voltou ao palácio cerca de 72 horas depois, resgatado por tropas leais em uma base militar.
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