Moraes manda PF prender Filipe Martins: aos poucos, os golpistas são alcançados pela lei
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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determina à Polícia Federal a prisão de Filipe Martins, ex-assessor direto de Jair Bolsonaro, marca mais um capítulo decisivo no enfrentamento aos ataques contra a democracia brasileira. Não se trata de um ato isolado, mas de parte de um processo maior: o desmonte gradual da engrenagem golpista que tentou rasgar a Constituição e afrontar a vontade soberana do povo.
Aos poucos, peça por peça, os responsáveis por tramar contra o Estado Democrático de Direito estão sendo identificados, investigados e responsabilizados. O Brasil começa a viver um momento de moralização institucional, no qual a lei deixa claro que não há espaço para aventuras autoritárias, saudosismos de regimes de exceção ou projetos pessoais acima da pátria.

O povo brasileiro cansou de golpes — e não foram poucos.
A história do Brasil é marcada por rupturas institucionais que nunca trouxeram prosperidade, justiça social ou estabilidade duradoura. Pelo contrário: sempre deixaram rastros de atraso, violência e desigualdade.
Basta lembrar:
Getúlio Vargas, pressionado por forças antidemocráticas, foi empurrado ao extremo em 1954, em um ambiente de conspiração e instabilidade.
João Goulart, presidente legitimamente eleito, foi derrubado pelo golpe militar de 1964, inaugurando 21 anos de ditadura, censura, perseguições e tortura.
Dilma Rousseff, em 2016, foi retirada do cargo em um processo que dividiu o país, enfraqueceu a democracia e abriu caminho para um período de radicalização política sem precedentes.
Golpes nunca fizeram bem à pátria. Nunca fortaleceram a economia de forma sustentável. Nunca protegeram o povo. Sempre serviram a interesses de poucos.
A bandeira do Brasil é clara e objetiva: Ordem e Progresso. Mas ordem não é autoritarismo. Progresso não é ruptura institucional. Ordem é respeito às leis, às instituições e ao resultado das urnas. Progresso é democracia funcionando, justiça sendo aplicada e direitos sendo preservados.
Quando setores insistem em ignorar esses princípios, o Estado precisa agir. E está agindo.
A atuação firme do STF e das instituições de controle demonstra que a democracia brasileira aprendeu com seus erros históricos. Não se trata de perseguição política, mas de responsabilização legal. Quem atentou contra a Constituição precisa responder por seus atos — seja civil, militar ou ex-assessor de governo.
O Brasil segue em frente. Com dificuldades, sim. Mas com a certeza de que não há mais espaço para golpes travestidos de patriotismo.
A democracia está sendo restabelecida. E isso incomoda quem sempre viveu à sombra do autoritarismo.
✍️ Editorial
Gilvandro Oliveira Filho
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